UM GOLE DO UNIVERSO

em crônicas

Em 2016 coloquei como uma das metas do ano "Aprender a fazer um bom nhoque", mas foi só no final de 2018 que finalmente fiz um nhoque com cara e sabor de nhoque. Um prato que eu pensei "Eu pagaria por isso em um restaurante. Não pagaria muito caro, mas pagaria". E considerando meus talentos gastronômicos, pra mim isso foi uma baita conquista, que só foi possível porque eu me empenhei muito mais do que nos anos anteriores. Em um mês eu fiz mais nhoques (e tentativas de nhoques) do que a soma de todas as tentativas dos dois anos anteriores. Eu aprendi empiricamente que a repetição constante é um importante hábito para aprendermos a fazer algo que exige técnica, tal como escrever... Que é uma das minhas metas de 2019 :)

  • Karen Harumi

Banana

"Como (achamos que) nos conhecemos"

A minha versão:


Toda oportunidade de falar o quanto eu amo a Banana (e a Meia Noite tb!) é um momento incrível, mesmo quando eu engulo cinco bolas de pêlo!


Eu gosto muito de contar sobre elas porque ambas apareceram magicamente na minha vida em momentos em que eu me sentia muito sozinha e insegura e morria de medo de me tornar uma pessoa incapaz de amar, coisa que elas nunca deixaram acontecer. E toda vez que eu limpo a caixa de areia eu lembro o quanto eu as amo...


Além disso me abriram a mente pra questões filosóficas avançadíssimas pro meu nível intelectual e emocional. Elas vivem explodindo a bolha de expectativa que eu vivo, estão sempre me mostrando que a lógica de cada ser funciona com a sua própria engrenagem, que apesar de todos termos personalidades únicas, somos todos fundamentalmente iguais.


Antes da Banana eu não conhecia gatos direito, lembro de ter visto apenas um na casa da Bruna, o finado Aragorn. E “ver” é modo de dizer, porque uma vez eu o ouvi em cima do telhado e até hoje eu não sei se eu realmente o vi subindo ou se eu inventei na minha cabeça uma lembrança que não existe, já que anos depois a Bruna, ao ver uma foto de um siamês magrelo, falou que parecia o Aragorn e eu jurava que não tinha nada a ver, na minha cabeça ele era cinza-escuro e gordo.


Mas isso começou a mudar quando um dia eu saí da minha Lorena, onde todo mundo tinha cachorros, inclusive eu, pra chegar nessa São Paulo cheia de gente com gatos nos seus apartamentos.


No Dia da Mentira a Banana apareceu na minha sacada e um ano e meio depois a Meia Noite pulou na minha frente no Dia das Bruxas. E até isso eu acho cósmico porque quando eu tinha uns 15 ou 16 anos eu escrevi que se eu decidisse um dia ter filhos eu marcaria a cesária em datas comemorativas pra garantir que eu não ia esquecer os aniversários.

Antes delas, apesar de saber que gatos sobem no telhado, eu ainda me espantava em vê-las lá no alto em cima da porta, do box do banheiro, do guarda-roupa ou da minha cabeça (não que seja algo alto, mas fiquei impressionada mesmo assim). Eu não sabia que gatos conseguem retrair as unhas bem estilão Wolverine. Não sabia que a língua deles parece uma lixa nova, daquelas laranjas, de boa qualidade. Não sabia que eles preferem saco plástico e caixa de papelão do que brinquedos com pluma e sisal (teria economizado tanto se eu soubesse antes...).


Eu sabia tão pouco que eu não tinha ideia do conceito de “ronronar”. No meu primeiro dia com a Banana, quando ela começou a vibrar no meu colo, eu achava que ela estava com frio dos 3 banhos que eu havia dado nela, simplesmente não entendia porque quão mais eu a abraçava mais ela tremia. Sabia ainda menos que pulgas podem andar tranquilamente nos olhos de um ser vivo. Só soube quando fui limpar umas sujeiras no olho da Bananóps e o remelo preto pulou depois de fazer um desfile no globo ocular dela!


Mas hoje ao menos eu sei algo muito importante: eu sou muito mais feliz com elas na minha vida mesmo que eu nunca vá entender porque elas curtem dormir em cima do boleto do condomínio ou têm medo de vassoura.


[originalmente publicado em 20 de dezembro de 2018 no Facebook]



A versão dela:


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//8okij




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